Acendo uma vela. Nana olha e me pede:
- Mãe, posso soprar?
Respondo-lhe que não, que aquela vela não era de aniversário, que nem todas as velas são de aniversário. Elas são luz, feitas para iluminar caminhos.
Nana não entendeu. Ela queria soprar a vela. Então pediu ao pai, que lhe disse a mesma coisa: que as velas simbolizavam nossas orações para alguém com quem nos importamos que se vai.
Nana não entendeu que existem velas de luto. Para ela, velas são destinadas a momentos felizes.
Nana não conhece saudade e o significado de se ir embora para sempre.
Felizes são as crianças.
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