Mestrado: 182 documentos do século XIX editados, estudados codicológica e paleograficamente, de 1785 a 1888; 425 levantamento e desenvolvimento de abreviaturas novecentistas; 16 critérios organizados; 400 variantes linguísticas levantadas desses documentos; 4 transcrições fonéticas de uma página e meia cada uma; fora as centenas de documentos que tive de ler, um por um, para selecionar os 182 que serviram de pesquisa para todos os outros números; e as dezenas de metaplasmos/variações levantadas da fala do dialeto caipira dos entrevistados transcritos. Ademais, 18 filigranas desenhadas a partir dos almaços. No fim, 667 páginas de estudo.
Doutorado: começando com fazer transcrições fonéticas. Até agora foram 4, nas férias. Dez páginas de ouve, transcreve, volta, ouve de novo, transcreve... aponta lembrete para testes de voz depois...
Logo mais vou quantificar quantas frases foram separadas do áudio para que eu pudesse contabilizar a diferença do dialeto paulista e do caipira...
Então, passando novamente por todo esse trabalho, levantamento, pesquisa, eu JURO POR DEUS que nunca mais vou minimizar o meu trabalho. Ficar sentando em uma mesa teorizando é fácil demais, eu quero ver vir fazer esse trabalho braçal em Letras, para poder dizer, com credibilidade, o que realmente significa o estudo da língua.
Quem acha que estudar é moleza, com certeza, não estuda de fato...
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